O quadro desenhado para o segundo turno das eleições municipais do Rio de Janeiro se alinha muito bem à ironia-chave deste blog. Qual a posição de cada candidato? De que partido são? De que partido foram? Eleitores, partidos políticos e candidatos derrotados se vêem diante de um paradoxo difícil de ser compreendido.
De um lado, representando a base governista, Eduardo Paes com suas inúmeras trocas de partido – PV, PSDB, PFL, PTB, PFL de novo, PSDB e PMDB – e mudanças de comportamento. Se um dia ataca Lula, no outro é só elogios. Claro, não pode deixar de ter o apoio do presidente, dada sua imensa popularidade.
Do outro, aliado ao PSDB e ao DEM (antigo PFL), o candidato do PV (e da classe artística), Fernando Gabeira. A imagem romântica de militante contra a ditadura militar e defensor da descriminalização das drogas se confunde com a de um político das elites, fianciado pelo neoliberal Armínio Fraga.
O primeiro, com trajetória política de centro-direita, é representante da centro-esquerda, enquanto o segundo fez exatamente o caminho inverso, saindo da centro-esquerda para representar a centro-direita. Resumo da ópera: o eleitor de esquerda não se sente confiante para votar em Paes; o eleitor de direita, da mesma forma, não fica à vontade para votar em Gabeira. O mesmo pode ser dito das correntes políticas que, entre o abismo e o precipício, esperam a ordem que vem de cima para seguir um caminho.Os personagens do segundo turno carioca não têm papel definido. Num ambiente tão pasteurizado, cabe aos eleitores a difícil tarefa de diferenciar o que parece ser seis do que parece ser meia dúzia para votar com confiança de que está fazendo a escolha certa.
terça-feira, outubro 21, 2008
quinta-feira, setembro 25, 2008
estabilidade
Uniões estáveis são tão estáveis como as postagens deste blog.
Às vezes, depois de algum tempo adormecidos, percebemos que deixamos um projeto em segundo (ou terceiro) plano.
São tantas informações e possibilidades disponíveis que é difícil nos concentrarmos em todas ou darmos devida atenção a apenas algumas.
Começar um novo projeto é muito fácil no mundo digital/virtual. Difícil é dar continuidade. Alguns passos que damos à fente são suficientes para desviar nossa atenção e mudar a nossa rota.
Navegamos num mar de informações com escassez de atenção. Estamos à deriva!
Se não usarmos a pouca atenção que nos resta para seguir um caminho, corremos o risco de nos afogar em informação, por falta de conhecimento para sobreviver.
Por vezes, no meio da maré, nos deparamos com um caminho esquecido. Será que dessa vez conseguimos segui-lo até o fim? Ou será que nos desviaremos ao primeiro estímulo?
até amanhã (ou até o dia que este caminho vir a meu encontro)
domingo, outubro 08, 2006
Tele visões
Dentro de uma casa com 3 televisores e 4 players de DVD (um no computador), é fato raro que todos se reunam para ver algum programa. Tá certo que evita brigas, pois cada um assiste ao que quiser. Mas desagrega.
Domingo, chega um momento em que um vê séries no quarto, outro vê desenhos no outro quarto e o terceiro vê futebol na sala.
É sempre válido favorecer as individualidades, mas cuidados são necessários para que isto não anule a coletividade.
Televisão, Ipod, computador, celular... tudo isso atende às necessidades individuais. Como usá-los também para o coletivo?
O ritual da família, família, almoça junto todo dia é um bom começa para deixar cada um na sua, mas com alguma coisa em comum.
Domingo, chega um momento em que um vê séries no quarto, outro vê desenhos no outro quarto e o terceiro vê futebol na sala.
É sempre válido favorecer as individualidades, mas cuidados são necessários para que isto não anule a coletividade.
Televisão, Ipod, computador, celular... tudo isso atende às necessidades individuais. Como usá-los também para o coletivo?
O ritual da família, família, almoça junto todo dia é um bom começa para deixar cada um na sua, mas com alguma coisa em comum.
quinta-feira, setembro 21, 2006
O Purê de Batatas
Muito legal essa de homens participarem das tarefas do lar, de assumirem um papel que raramente assumiam. Mas tudo tem limite:
Se sua mulher pedir para esquentar o purê de batatas para o jantar, NÃO FAÇA!
Feijão, legumes, carne, frango, até arroz (!!) são passíveis de serem esquentados por um ser humano (normal) do sexo masculino. Com o purê de batatas é diferente. Primeiro porque deve-se usar leite para esquentar, o que pode causar alguns desastres. Segundo porque é impossível acertar o ponto de mistura purê / leite exato ao gosto do paladar dela.
No final, em vez de perceber o imenso esforço que você fez para deixar aquele troço quente, ela vai dizer que tem leite demais, que se quisesse mingau, teria comprado cremogema.
E isso será pouco se ela não fizer referências absurdas e difamadoras sobre aquele "creme" de batatas com calabresa que você preparou especialmente com ela.
Se sua mulher pedir para esquentar o purê de batatas para o jantar, NÃO FAÇA!
Feijão, legumes, carne, frango, até arroz (!!) são passíveis de serem esquentados por um ser humano (normal) do sexo masculino. Com o purê de batatas é diferente. Primeiro porque deve-se usar leite para esquentar, o que pode causar alguns desastres. Segundo porque é impossível acertar o ponto de mistura purê / leite exato ao gosto do paladar dela.
No final, em vez de perceber o imenso esforço que você fez para deixar aquele troço quente, ela vai dizer que tem leite demais, que se quisesse mingau, teria comprado cremogema.
E isso será pouco se ela não fizer referências absurdas e difamadoras sobre aquele "creme" de batatas com calabresa que você preparou especialmente com ela.
quinta-feira, setembro 07, 2006
Existe algo mais instável que uma união estável?
O convívio com uma pessoa pode gerar brigas desnecessárias. Sabe quando um casal está junto, mas já não há mais assunto que não tenha sido conversado e estórias que não tenham sido contadas?
Num primeiro momento, os dois se esforçam para desenvolver algo de interessante, mas geralmente isso termina em discussão, já que um culpa o outro pelo insucesso das investidas. Seja por não reconhecer que o outro também está tentando, como também por perceber justamente o contrário, ou seja, que o outro está tentando. Enquanto a não tentativa dá um ar de indiferença e falta de investimentos, a tentativa corre um sério risco de ficar parecendo forçada. Resultado: brigas e mais brigas.
O desafio agora é tornar o conflito produtivo. Quando não há atividades envolventes, as brigas e indisposições tomam o lugar dessas atividades. Aí, quando alguém perguntar: "Qual a programação do casal para o fim de semana?" a resposta acaba virando: "Vamos discutir na sexta à noite sobre que a que filme assistir no cinema, mas vamos acabar sem ver nenhum. No sábado pela manhã iremos nos culpar pelo tempo ruim que está fazendo na cidade. Domingo vamos passar metade do dia sem nos falar, mas vamos quebrar o gelo quando começarmos a brigar pelo silêncio de um em relação ao outro." Em conflitos de casal, até miojo pode virar objeto de acuação. Nesse caso, a briga acaba em risadas, mesmo que sejam risadas maníacas. Mas já é uma forma de aliviar a tensão.
Num primeiro momento, os dois se esforçam para desenvolver algo de interessante, mas geralmente isso termina em discussão, já que um culpa o outro pelo insucesso das investidas. Seja por não reconhecer que o outro também está tentando, como também por perceber justamente o contrário, ou seja, que o outro está tentando. Enquanto a não tentativa dá um ar de indiferença e falta de investimentos, a tentativa corre um sério risco de ficar parecendo forçada. Resultado: brigas e mais brigas.
O desafio agora é tornar o conflito produtivo. Quando não há atividades envolventes, as brigas e indisposições tomam o lugar dessas atividades. Aí, quando alguém perguntar: "Qual a programação do casal para o fim de semana?" a resposta acaba virando: "Vamos discutir na sexta à noite sobre que a que filme assistir no cinema, mas vamos acabar sem ver nenhum. No sábado pela manhã iremos nos culpar pelo tempo ruim que está fazendo na cidade. Domingo vamos passar metade do dia sem nos falar, mas vamos quebrar o gelo quando começarmos a brigar pelo silêncio de um em relação ao outro." Em conflitos de casal, até miojo pode virar objeto de acuação. Nesse caso, a briga acaba em risadas, mesmo que sejam risadas maníacas. Mas já é uma forma de aliviar a tensão.
quarta-feira, agosto 30, 2006
Apresentação
Existem várias formas de se estabelecer uma relação com alguém. Tem casal que é ficante, tem casal que namora, tem os que noivam e os que se casam.
Resolvi começar esse blog por que minha relação se encaixa em todas essas acima e em nenhuma delas ao mesmo tempo. Aparentemente difícil de entender, mas até que é simples. Quando conheci minha companheira (ela não gosta dessa expressão), éramos ficantes com pompas de namorados. Afinal, estávamos sempre juntos e nos falávamos todos os dias, além de eu estar sempre dormindo na casa dela.
Tempo que passa, resolvemos pular o noivado e morar juntos, mas sem casar. Foi quando passamos a ser um casal de namorados que moram juntos.
Se foram dois anos que estamos juntos, e, para marcar a data, resolvemos usar aliança, mas sem casamento. Foi aí que passei a definir minha relação como uma UNIÃO ESTÁVEL, que está na moda, muito se fala sobre isso.
Resolvi criar esse blog para contar situações do dia a dia de uma união estável.
Resolvi começar esse blog por que minha relação se encaixa em todas essas acima e em nenhuma delas ao mesmo tempo. Aparentemente difícil de entender, mas até que é simples. Quando conheci minha companheira (ela não gosta dessa expressão), éramos ficantes com pompas de namorados. Afinal, estávamos sempre juntos e nos falávamos todos os dias, além de eu estar sempre dormindo na casa dela.
Tempo que passa, resolvemos pular o noivado e morar juntos, mas sem casar. Foi quando passamos a ser um casal de namorados que moram juntos.
Se foram dois anos que estamos juntos, e, para marcar a data, resolvemos usar aliança, mas sem casamento. Foi aí que passei a definir minha relação como uma UNIÃO ESTÁVEL, que está na moda, muito se fala sobre isso.
Resolvi criar esse blog para contar situações do dia a dia de uma união estável.
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